A origem do mau-feitio tuga  

domingo, 7 de Fevereiro de 2010

São precisos alguns anos de experiência e convívio para compreendermos algumas atitudes e eventual mau feitio da maior parte dos portugueses. Tenho observado ao longo dos anos como têm evoluído estes sintomas do famosíssimo mau-feitio tuga. Para além de muitos outros motivos que não vou citar agora, vejo-me contagiado pelo "vírus do fim-de-semana estragado" pelo que vamos analisar o seu diagnóstico.

Não é fácil, trabalhar arduamente (só para alguns e a maioria não trabalha com aquilo que gostaria) durante a semana, ter que levar com a perda do poder de compra generalizado, o bafafá da política interna que muito se fala mas pouco se faz e quando chega o fim-de-semana, cai uma carga d'água tamanha que nos faz duvidar qual o melhor plano para o domingo: se é ficar em casa e arrumar as coisas pendentes já há algum tempo ou se é enfrentar o frio e nos embrenharmos pelos shopings abertos nos mais variados pontos do país.

Nos shopings podemos encontrar hordas de búfalos quase a pisotearem-se em busca do melhor lugar para sentar para devorarem os seus fast-foods. É, porque comprar que é bom, nada. As coisas não andam propícias aos gastos, apesar dos saldos. Sentam-se, olham-se uns para os outros, dão uma voltita para apreciar as vitrinas com o velho pensamento: "ahhh, se me saísse o euromihões..." Depois, um cafezinho e CASA!

Fico com a opção de FICAR EM CASA! Vou tentar arrumar arruma coisa, tentar estudar, tentar ler, tentar ver TV, tentar escrever, preparar-me para o dia de amanhã e vou acabar por adormecer no sofá. Aí perguntam-me: "más Cláudio, não seria melhor sair, dar uma volta, ver gente?" E eu respondo: Não, eu gosto também de mim, preciso me ver, preciso me orientar, descansar, comer bem. Quero ver TV, ler, aprender, ver filmes, fazer pipoca pra mim e fazer tudo aquilo que não fiz durante a semana: dar um tempo para a minha pessoa. Praia? Nem pensar, com este frio.

Estão a perceber agora o porque do mau-feitio? Não há no momento uma bela praia para irmos, estacionar com tranquilidade, sem filas e muito menos o velho bom caranguejo à beira-mar. E então? que fazer para compensar? Já vos digo: Vou ouvir música agora, coisa que só faço no carro, no meio do trânsito infernal de Lisboa a caminho do trabalho quando novas hordes de búfalos tentam atropelarem-se uns aos outros para serem os primeiros de não sei bem o que...

Viva ideologia da mantinha e do sofá!

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Ainda Nelsinho  

Ontem eu postei que o filho do tri-campeão mundial de F1 tinha se qualificado em 7º no grid para a largada da Daytona 200 da ARCA que aconteceu ontem. Pois bem, Nelsinho Piquet completou a sua prova de estreia na penúltima colocação entre os carros que terminaram a corrida. Piquet competiu pela equipa Eddie Sharp Racing e com um modelo Toyota conseguiu o 27º lugar entre os 43 carros do grid, entre eles 15 abandonaram.

Nelsinho ainda foi melhor que o seu companheiro, Craig Goess, 34º colocado no final. O seu grande problema na corrida foi o pequeno acidente que se envolveu com a piloto Danica Patrick da da F Indy, também citada no post de ontem. No final, Danica fechou a prova em sexto lugar e a vitória foi do piloto Bobby Gerhart. A próxima corrida da ARCA será em Palm Beach, também na Florida, no dia 27 de Fevereiro. Mas ainda sem a confirmação da participação do brasileiro.

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Quem sabe, sabe...  

sábado, 6 de Fevereiro de 2010


Nelsinho Piquet está provando que talento não lhe falta. Na prova da ARCA (categoria de apoio e de acesso à NASCAR) o jovem brasileiro será o sétimo colocado no grid de largada em Daytona, neste final de semana. Os carros utilizados nesta competição são bem similares aos da consagrada stock car americana.

Esta é a primeira aparição oficial de Nelsinho Piquet numa corrida depois da sua demissão da Renault, no ano passado, e do julgamento do escândalo de Singapura em 2008. Para se ter ideia da competitividade de Nelsinho, Danica Patrick, experiente piloto norte-americana também estreia nesse final de semana na mesma categoria. A piloto da Indy conseguiu classificar seu carro na 12ª colocação do grid.

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A confusa Democracia  

quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

Nestes últimos dias as notícias em Portugal têm sido em volta do suposto desejo do Primeiro-ministro José Sócrates em "calar" um conceituado jornalista. Eu disse bem, SUPOSTO. É que, a cada dia que passa, aumentam as minhas dúvidas a respeito do significado da palavra DEMOCRACIA.

É confuso pois, ao lutarmos e exigirmos os nossos direitos a democracia, agirmos com a fúria típica da índole humana quando alguém supostamente ousa "barrar" estes direitos, como por exemplo o direito à livre expressão. É confuso pois, podermos de todas as formas usar este direito a favor do nosso descontentamento para podermos criticar, insultar e até difamar quem quer que seja; claro, temos o direito à livre expressão.

É confuso pois, acreditarmos que este direito só contempla uma pequena parcela da sociedade e pensarmos que temos mais direitos que alguns. É confuso pois, não aceitarmos que um Primeiro-ministro, que um piloto de avião, que um professor ou ainda que um mero escriturário não possa "falar mal" de alguém ou ter sequer uma opinião negativa sobre algo ou sobre alguém numa mesa de amigos ou num restaurante quando se pode falar até das coxas da vizinha.

Façam-me um desenho, explicando-me se a tal democracia só é válida para alguns poucos e porque o Primeiro-ministro não pode ter uma opinião formada sobre o trabalho de alguém. Eu não sei bem o que escreve o Sr. Mário Crespo (jornalista que supostamente foi criticado pelo Sócrates) mas acredito que num estado de direito democrático, eu, você, a minha mãe e o Zequinha da bodega, podemos ter a nossa opinião, mas nunca e jamais o Primeiro-ministro! Este último está supostamente proibido pelos críticos de não gostar de algo ou de alguém, seja lá do que e de quem for.

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Conservar a Natureza  

quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

Sempre apologista da conservação da natureza, publico aqui ideias criativas de agências dos mais diversos lugares do mundo. Ideias como estas são muito bem vindas.


Esta campanha foi feita para a World Wildlife Fund. À medida que o papel acaba, o verde da América do Sul também vai embora, simbolizando o impacto ambiental que o uso de simples toalhas de papel é capaz de provocar, além de alertar para outros desperdícios que podem levar às mesmas consequências.

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